domingo, 29 de abril de 2012

Noites e coiso.

Ontem foi noite de rambóia, logo hoje, estou de xaile amarelo em casa sem dizer pão. Estou pelo menos há 10 minutos parada a olhar para o monitor. Assim numa espécie de transe. Se ao menos vocês pudessem ver-me. E é normalmente nestas alturas que me apetece escrever. E começo a cortar as palavras. Ou seja, além de falar também escrevo como um bêbado.
Ontem foi noite de concerto. Para quem não sabe a Lexa é vocalista numa banda. E eu sou uma espécie de assistente de palco. Pelo menos para ela. Para ver as horas, dizer se ouve-se bem ou não, para filmar, fotografar, maquilhar e no fundo só estar lá.
A noite de ontem foi especial. Eu pelo menos sentia-a dessa forma. Acho que só ontem percebi a importância de estar presente. Não me perguntem porquê. Eu até achava que já tinha percebido. Mas afinal, acho que não. Só ontem percebi a diferença de ter alguém que está em perfeita sintonia connosco ao nosso lado quando estamos a fazer algo que realmente gostamos. E foi do caraças.
E dançamos e cantamos e fizemos palhaçada e mais uma vez certificamo-nos que nada nem ninguém deve interferir com aquilo que queremos para nós.
Para quem também não sabe, não somos grandes fãs de uma banda  portuguesa que canta as mesmas músicas há 50 anos, mas gostava de dizer que, ironicamente, estas palavras são quase perfeita para nós e para o nosso pequeno grande projecto.

"A qualquer dia
A qualquer hora,
Vou estoirar, para sempre."

Lou M.


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